segunda-feira, 14 de maio de 2012

Relações Públicas, muito além de eventos

Por: Bruna Ceccato e Luana Rissato (alunas do 3° período de RP)


Quando entramos na faculdade, tínhamos uma percepção da profissão: que o Relações Públicas somente organizavam eventos. Após o decorrer do curso, passamos a ter outra visão, descobrimos que abrange também outras áreas de atuação, possibilitando assim, um grande leque de oportunidades no mercado de trabalho.
Assessoria de imprensa, cerimoniais e protocolos, marketing, comunicação interna, pesquisas de opinião pública, de mercado, e planejamento de projetos, são apenas algumas áreas de atuação desse universo.

O RP, como é chamado, tem a responsabilidade de traçar as estratégias que vão nortear todas as ações de comunicação da empresa, desde a realização de eventos até a publicidade de massa, veiculada em rádio, TV, internet e jornais. O objetivo é firmar a marca, a identidade que uma corporação terá diante do público. Por público, não entenda apenas os clientes da empresa. Quem trabalha com Relações Públicas tem de se preocupar também com o público interno, ou seja, com os funcionários. Como por exemplo; se acontece algum desastre aéreo, o RP deve trabalhar firme com o assessor de imprensa, para dar acesso a informações precisas à imprensa. Sem que haja controvérsias dentro da própria empresa.

Visitando o site www.mundorp.com.br, encontramos vários segmentos da profissão, e para que você possa entender melhor, abaixo segue algumas das funções do RP: pesquisa, assessoria e consultoria,planejamento, execução e avaliação.


I - Pesquisa
  • Promover pesquisas de opinião pública e de audiência.
  • Analisar resultados e Diagnosticar.
  • Definir os públicos estratégicos da empresa.
  • Detectar situações que possam afetar a imagem junto à opinião pública.

II - Assessoria e Consultoria

  • Sugerir políticas de Relações Públicas para a organização.
  • Sugerir políticas de Propaganda Institucional e Apoio ao Marketing.
  • Sugerir atitudes ou mudanças de atitudes no tratamento com os setores da opinião pública.

III - Planejamento

  • Elaborar Planejamento Estratégico de Comunicação para a organização.
  • Elaborar planos, campanhas e operações de Relações Públicas.
  • Planejar Campanhas Institucionais.
IV - Execução

1. Comunicação entre empresa e públicos estratégicos
Implantar e coordenar as ações definidas no Planejamento Estratégico e conduzir os trabalhos de modo a conscientizar, primeiro, todos os níveis da organização buscando o envolvimento e o engajamento no processo de comunicação e de formação de imagem e, em segundo, definir projetos de comunicação dirigida aos públicos estratégicos da empresa a fim de informá-los corretamente das atividades da organização e obter deles aceitação e boa vontade perante a empresa.

2. Ações de Comunicação Dirigida
Elaborar publicações da empresa para funcionários, clientes, fornecedores, etc. (House Organ e Newsletter, Folhetos, Relatórios);
Desenvolver modos de comunicação por meios audio-visuais e eletrônicos e de informática - internet e intranet;
Elaborar campanhas de informação, conscientização e institucionais;
Organizar congressos, conferências, simpósios, etc;
Elaborar quadros de aviso, exposição, mostras, etc;
Organizar e dirigir visitas às instalações, viagens, etc;
Redigir discursos, correspondências e atender consultas e pedidos;
Manter contatos pessoais e por outros meios com líderes de opinião, empresários, autoridades, etc;
Supervisionar coberturas fotográficas, vídeos.

3. Eventos e Promoções Especiais
Organizar eventos e encontros empresariais, que tenham caráter informativo para construir imagem como inaugurações, comemorações;
Dirigir cerimonial e representar a empresa e sua direção;
Manter cadastro de líderes de opinião de interesse da empresa.

4. Gerência de Assuntos Públicos
Acompanhar assuntos de interesse público afetos à empresa;
Organizar e coordenar grupos de trabalho específicos por assunto;
Coordenar a execução das atividades sugeridas por esses grupos.

5. Divulgação para a imprensa
Organizar e manter atualizado cadastro de jornalistas;
Manter contatos permanentes com a Imprensa;
Elaborar e distribuir noticiário e organizar e dirigir entrevistas.
Organizar e manter atualizados arquivos de áudio, foto e imagem.

V - Avaliação


Avaliar, com técnicas de pesquisa e análise, os resultados dos trabalhos de Relações Públicas desenvolvidos.


             http://www.universitario.com.br 

domingo, 13 de maio de 2012

Conhecendo a história das Relações Públicas

Por: Alyne Nunes e Faria e Marcélia Martins

A profissão Relações Públicas começou nos EUA, com o reconhecimento da importância da opinião pública para a manutenção ou fortalecimento das atividades. No final do século XIX e início do século XX, marcaram o aparecimento dos monopólios nos EUA, como: William Vanderbil que era dono das estradas de ferro, John D. Rockfeller no setor petrolífico e J.P. Morgan, do sistema bancário. Vanderbil, desativou uma linha férrea que ia de New York a Chicago, sem se importar pelo interesse da sociedade pela manutenção. Questionado pela sua indiferença disse: “The public be damned” (“O público que se dane”). Essa famosa expressão da declaração de Vanderbil foi negativa para a opinião pública, então ele tentou desmentir a entrevista, entretanto, a opinião pública começou a ficar desfavorável ao poderio e as praticas dos grandes monopólios.
Problemas como o acúmulo de riquezas de forma desigual, a exploração da mão-de-obra, a concorrência comercial desleal e a influência política da classe econômica, geraram um clima de insatisfação no país que desencadeou movimentos de contestação. Levando os donos dos monopólios a assumirem novas políticas sociais, comunicacionais e administrativas para reverter a situação. O crescimento da onda de protestos obrigou o governo norte-americano a tomar algumas medidas legais e propor ao Congresso leis contra os monopólios e cartéis.
Os empresários sentiram, então, necessidade de vir a público para tentar explicar suas atividades, por intermédio de advogados e jornalistas. Foi quando John D. Rockefeller Jr. contratou os serviços de Ivy Lee, um antigo jornalista nova-iorquino, que não se limitou apenas no campo da comunicação, através da assessoria de imprensa, mas realizou projetos no campo social e sugeriu mudanças no comportamento pessoal do empresário que foi acusado de mandar atirar contra trabalhadores na greve da Colorado Fuel and Iron Co. Para melhorar a imagem pública do empresário, foram fundadas organizações filantrópicas, centros de pesquisa, universidades, hospitais, museus, concedeu bolsas de estudo em nome dos Rockfeller e dispensou os agentes de segurança pessoais do empresário que se preocupava com a política discriminatória do mundo dos negócios. Ivy Lee desenvolvia um trabalho que ia além da propaganda e da divulgação, ele elaborava estratégias de relacionamento e comunicação para persuadir a opinião pública a posicionar-se a favor destas corporações.

Muitas outras providências foram tomadas, todas procurando humanizar a corporação aos olhos do povo. Lee foi o primeiro a colocar em prática os princípios e as técnicas de Relações Públicas. As desigualdades sociais, a propagação dos ideais comunistas, o fortalecimento dos sindicatos, o aparecimento dos conflitos entre a classe trabalhadora e as indústrias, os movimentos literários de contestação, as atitudes públicas dos grandes capitalistas e as novas relações trabalhistas caracterizam o cenário de surgimento da profissão Relações Públicas nos EUA.
Segundo o Portal RP, houve outros que se destacaram no mundo empresrarial, com os mesmos princípios de Relações públicas, como: George Michaelis, James Ellsworth, Pendlenton Dudley e George Creel. Este último, também jornalista, foi convidado pelo presidente Wilson para organizar a "United Public Information Office", que funcionou como um dos primeiros serviços de Relações Públicas no âmbito governamental.
Os homens que trabalharam com George Creel (Carl Byoir, Edward Bernays, Harvey O’Higgins, John Price Jones e outros) levaram sua experiência e conhecimentos técnicos para as empresas privadas. Edward Bernays publicava seu livro "Crystallizing Public Opinion" (1923), que pode ser considerado como a primeira obra sobre Relações Públicas. Pode-se dizer, igualmente, que Bernays foi o primeiro professor de Relações Públicas, no meio universitário, quando lecionou naquele ano Relações Públicas na Universidade de Nova Iorque.


sábado, 12 de maio de 2012

A relação com os torcedores passa pelas Relações Públicas

Achei essa matéria ontem no site do TERRA e achei interessante compartilhar com vocês. Até no futebol nosso papel é importante! Boa leitura a todos!


Matéria de Fábio Kadow (Jornalista e publicitário, com quinze anos de experiência no mercado, e especialização em comunicação digital e marketing esportivo)


Dando sequência aos posts sobre ferramentas que compões uma estratégia de marketing esportivo que não fica apenas na busca desenfreada pela visibilidade do patrocínio nos uniformes e outras propriedades de um evento esportivo, uma disciplina fundamental neste processo é de relações públicas.
Mais uma vez a especialização no tema vai fazer a diferença, ou seja, não basta ser uma grande agência se não tiver profissionais do mercado de esporte na equipe. Isso porque não estamos falando aqui de companhias aéreas, setor de eletrônicos, alimentação ou saúde. O esporte tem as suas especificidades. Todos que lêem sobre o tema nos jornais, acompanham as transmissões ou praticam durante fim de semana, de cara, já se autodenominam experts e isso, geralmente, é um problema.
E não estamos falando necessariamente do relacionamento dos chamados "setoristas", que habitualmente frequentam os treinos dos times de futebol e se relacionam com o assessor de imprensa do clube, um formato muito comum no Brasil – e, por isso mesmo, necessário.
Mas sim da ausência, por exemplo, de um profissional de relações públicas coordenando e planejando a comunicação do time, da instituição como um todo, responsável pelos canais digitais, anúncios oficiais do clube, relações internacionais e até mesmo no suporte ao trabalho dos assessores de imprensa do time de futebol, em momentos de crise ou que envolvam a instituição, como constantemente acontece quando os diretores vão a imprensa.
Hoje este cargo, apesar de estratégico, é utilizado de forma política nos clubes brasileiros, sem a preocupação de um profissional remunerado (mesmo que, provavelente, um gerente ou diretor para a área receberia, no caso de um bom salário, cerca de um terço do que recebe um jogador médio e pouco utilizado no elenco).
No caso de atletas, uma agência que planeje a presença dele além dos cadernos e programas esportivos pode ser fundamental. isso porque para que um atleta se transforme num ídolo do esporte, ele também precisa ser reconhecido não só pelos fãs da sua modalidade, mas também pelo público em geral. O caminho a ser seguido, quais os veículos que ele deve falar e com qual discurso, será fruto de um planejamento inicial.
Vale lembrar que o objetivo do blog não é ficar estabelecendo regras, mas sim levantar um debate sobre um mercado que amadurece a cada dia no Brasil e precisa passar por estes debates.

Fonte: http://terramagazine.terra.com.br/jogodenegocios/blog/2012/05/10/a-relacao-com-os-torcedores-passa-pela-relacoes-publicas/




sexta-feira, 11 de maio de 2012

Estágio, porta de entrada para o mercado profissional

“Devemos entender que antes de trabalharmos para alguém ou instituição, trabalhamos para nós mesmos.” Adriane Leopardo Gonçalves

No primeiro semestre de 2010 eu fazia estágio na Interage – Agência Experimental de Propaganda da UNIBRASIL. Lá eu era Atendimento. Através da agência conheci um cliente, Eliezer Gomes da Silva, promotor de Justiça do Ministério Público do Paraná, também professor do curso de Direito da UNIBRASIL.
O professor recorreu à Interage buscando alternativas para o problema de comunicação da Subprocuradoria em que atuava, na época a SUBPLAN. Após pegar o briefing com o cliente, identifiquei que se tratava de problema de comunicação interna e o questionei se havia um profissional de relações públicas na instituição. Eliezer comentou que não havia profissionais da área especificamente naquela Subprocuradoria e que havia gostado da ideia de contratar um. Em menos de 15 dias, foi aberto um edital de teste seletivo para uma vaga de estágio em relações públicas no MP-PR. Paralelamente, em agosto de 2010, foi contratado o primeiro profissional de relações públicas do MP-PR para atuar na Assessoria de Comunicação. Em sua história, a organização jamais havia contado com este promotor e protetor de imagem institucional: o relações públicas.
Realizei duas etapas de seleção, prova e apresentação de plano de comunicação, e fui aprovada para o estágio. Trabalho no MP-PR desde outubro de 2010.
Despedi-me da Interage para ir trabalhar no MP-PR. Inicialmente eu dava suporte de comunicação à SUBPLAN, mas logo a Assessoria de Comunicação da instituição percebeu que seria mais adequado eu fazer parte de sua equipe e, juntos, atendermos também às demandas da SUBPLAN. A instituição me proporciona, dia a dia, um aprendizado imenso. Primeiro, porque é um desafio implantar ações nunca utilizadas numa organização tão tradicional, séria e importante ao Estado, como é o MP-PR. Segundo, porque cultivar uma mudança cultural requer esforços diários e constantes, que exigem muito estudo, cautela e estratégia. Junto com a minha coordenadora, Vanessa Klas, elaboro projetos, organizo eventos e penso em canais de comunicação que possam integrar o público interno e traduzir informações de grande nível técnico aos servidores, de maneira fácil, objetiva e acessível. Meu estágio termina em outubro de 2012 e eu sairei de lá com uma grande bagagem para a vida e para o mercado de trabalho.

Adriane Leopardo Gonçalves
aluna do 7° período de RP - Unibrasil
Estagiária de relações públicas
Assessoria de Comunicação
Ministério Público do Estado do Paraná

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Relações Públicas e a atuação no Mercado Cultural

Por: Ivan Gomes Barbosa (Centro Universitário Santana - São Paulo)



Podem existir inúmeras interpretações para a atuação do profissional de Relações Públicas, alguns autores defendem que a profissão é restrita à comunicação empresarial, outros, como JB Pinho, partem para o lado da gestão de relacionamentos e contatos e muitos comentam que o profissional de Relações Públicas é o mais indicado para a gestão da comunicação nas organizações. Porém não é frequente a indagação em torno da atuação dos relações públicas no mercado cultural.

Muitas são as frentes para a atuação no mercado cultural, são elas: a produção de eventos; criação de projetos; gestão da comunicação; assessoria de imprensa e divulgação; captação de recursos; além das áreas de patrocínios empresariais, estas que normalmente são divididas em patrocínios via leis de incentivo fiscal e em patrocínios via verba de Marketing ou “dinheiro bom”, jargão usado por profissionais da área.

Quando começamos a pensar novas possibilidades de trabalho, automaticamente pensamos na velha e boa remuneração. Porém neste mercado não há muito o que reclamar, um exemplo que pode servir é o do captador de recursos empreendedor ou produtor executivo, que possui, garantido por lei, como é o caso da Lei do Audiovisual, 10% do valor captado como remuneração. Para quem acha pouco vale ressaltar que o orçamento médio da produção de um filme no Brasil é de 2 milhões de reais, será que o retorno de 200 mil por trabalho está dentro dos padrões?

Por outro lado, o trabalho no campo cultural exige muito estudo, dedicação e atualização contínua, pois está ligado aos três setores da economia. Muitas vezes instituições do Terceiro setor criam projetos, aprovam os mesmos nas leis de incentivo no Setor Governamental e procuram captar recursos no Setor Privado. Para isso é necessário ter conhecimento profundo nas três áreas citadas.

Por fim, como um profissional de Relações Públicas deve se preparar para atuar no mercado cultural? Existem opções de cursos voltados para este mercado? o profissional de Relações Públicas possui conhecimento adequado para a atuação no campo da cultura? Opinem,   comentem e compartilhem a discussão!

Incentivo à cultura: Lei Rouanet



Ainda hoje publicaremos um texto sobre a atuação do RP na cultura. Aguardem!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Curso de Extensão: Eventos

Nos dias 16, 23 e 30 de junho acontecerá o curso de extensão Produção, Organização e Gestão de Eventos com o organizador/produtor do Lupaluna, Jonathan Zanon Linhares (GRPcom).






Programação:

1º. MÓDULO – CONCEITOS
Importância dos eventos;
tipos de eventos;
Produção de eventos
Gestão de eventos


2º. MÓDULO – FASES DO EVENTO
Pré-evento, evento e Pós-evento
Disposições legais para o acontecimento de um evento;
Contratos, cláusulas e pagamentos;
Supervisão logística, administrativa, jurídica, financeira, comunicação e cerimonial;
Captação de eventos: patrocinadores e público;
Atividade: Identificação de público-alvo de acordo com evento

3º. MÓDULO – CASES E TENDÊNCIAS
Atividade: Projeto - produção de um evento      
Apresentação de cases;
Tendências em eventos.


Mais informações: www.unibrasil.com.br
Inscrições: Coordenação da Pós-graduação (bloco 1)
realização: coordenação de Relações Públicas (rp@unibrasil.com.br)